Rauchbier – O bacon líquido

Saudações boêmias!

Vamos trocar figuras sobre o estilo Rauchbier, hoje. Essa foi minha sugestão para harmonizar com o hambúrguer toscano que o Leozito preparou pra gente.

Dizem que esse estilo de cerveja surgiu a partir do incêndio de uma pequena cervejaria. O malte teria sido contaminado com a fumaça… O cervejeiro, claro, vendeu a cerveja que produziu com aquele malte. E a cerveja caiu no gosto da galera…

Mas a verdade é que antigamente todas as cervejas possuíam as características das rauchbiers porque na produção do malte, que deve ser secado para a produção de cerveja, eram utilizados fornos a lenha. Assim, o calor e a fumaça corriam pelos grãos a serem malteados, retirando a umidade e tornando o produto conservável.

Com a evolução da “tecnologia”, novas técnicas foram desenvolvidas. Passamos a utilizar carvão e óleo nesse processo, mais ou menos no século XVII. Como estes procedimentos eram mais simples e baratos, além de deixar os cereais livres do contato com a fumaça, os antigos fornos a lenha perderam seu espaço.

A Rauchbier é um estilo, digamos, peculiar. A antiga tradição da produção é mantida até a atualidade em Bamberg, cidade do estado da Baviera, Alemanha. Por isso fala-se mundialmente sobre a Rauchbier de Bamberg.

Vale citar que Rauch significa fumaça em alemão.

 

Bem… vamos aos comentários sobre a cerveja.

Rauchbier

Com teor alcoólico de 6,5%, esta cerveja é bonita! Uma graça. Com sua cor avermelhada.

Aparentemente, as Rauchbiers são cervejas mais lupuladas do que lagers comuns para contrabalancear a potência dos maltes defumados.

Tem um aroma suave com um toque defumado discreto do malte. Te faz lembrar um “bacon defumado“, que reaparece levemente no retrogosto. Um aroma quase empireumático. Kkkkk tempo:

em·pi·reu·má·ti·co > Em que  empireuma ou é da sua natureza.

em·pi·reu·ma > Sabor e cheiro desagradável proveniente de destilação defeituosa.

*Li essa descrição num livro… tive que compartilhar 😆

Mas voltando… Ela chega doce e aveludada. Preenche a boca, devido a potência alcoólica. Mas a sensação muda, com um final bem seco.

Beber essa cerveja não muito gelada facilita a percepção dessas características. Fica a dica. Aquela temperatura da geladeira é ótima.

A espuma foi mínima… e sumiu rapidamente. Logo, sem maiores comentários.

Ah, muito bom dizer: Dá pra tomar duas long necks, não mais que isso. Por ser forte e por não ter uma boa drinkability, ao menos de início… Logo, o foco é harmonizar com um bom prato. Nesse caso, com um hambúrguer de toscana.

*Acompanha muito bem charutos e cachimbos.

O que acharam, boêmios?

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Fonte

Livro “Coleção FOLHA – O mundo da cerveja” 2012, Volume 3 – Alemanha, República Tcheca e Escandinávia

www.priberam.pt

eisenbahn rauchbier

pt.wikipedia.org/wiki/Rauchbier

 

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Engenheiro de Produção, consultor de Projetos e Processos, músico do choro e do samba no grupo Bença Vó e a frente da ONG PORQUENAORIO. No mais, é apaixonado por cultura, principalmente em Cultura Cervejeira. É um agregador de boas pessoas; um boêmio por natureza.


Os Boêmios 2016. Degustação complexa do modo simples.

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